Uso de agrotóxicos e problemas para saúde, Parte 2/2 (Final), artigo de Roberto Naime

    [EcoDebate] RIGOTTO et al (2014) registra que outro elemento para traçar cenários futuros, considerando o modelo de desenvolvimento e suas implicações para a saúde pública, está nas projeções do MAPA para 2020/2021, apontando que a produção de “commodities” para exportação deve aumentar em proporções de 55% para a soja, 56,46% para o milho, 45,8% para o açúcar, em relação a 2011. Assinalam os autores que como são monocultivos químico-dependentes, as tendências

Uso de agrotóxicos e problemas para saúde, Parte 1/2, artigo de Roberto Naime

    [EcoDebate] RIGOTTO et al (2014) assinala que os agrotóxicos constituem hoje um importante problema de saúde pública, considerando a amplitude da população exposta nas fábricas de agrotóxicos e em seu entorno, na agricultura, no combate às endemias e em outros setores, nas proximidades de áreas agrícolas, além de todos os consumidores dos alimentos contaminados. Entre 2007 e 2011, de acordo com os dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação

A sustentabilidade segundo Lester Brown, Parte 2 / 2 (Final), artigo de Roberto Naime

    [EcoDebate] Colocado diante de manifestação realizada no seu último livro, o senhor lança o desafio de reduzir as emissões de dióxido de carbono em 80% até 2020. Na sua opinião, quais são os principais desafios para construir uma economia de baixa emissão de carbono, então aduz, “o mercado faz várias coisas bem, mas uma das coisas que não faz é incorporar impactos indiretos da queima de combustíveis fósseis. Por exemplo, ele

A sustentabilidade segundo Lester Brown, Parte 1 / 2, artigo de Roberto Naime

[EcoDebate] Para Lester Brown, um dos mais importantes pensadores ambientais do mundo, a injeção de recursos dos governos norte-americano e europeus não será suficiente para tornar mais sustentável a combalida economia internacional. O momento urgente sugere um plano B. A transição para a sustentabilidade passa, segundo ele, por taxar atividades baseadas na queima de combustíveis fósseis, incentivar o desenvolvimento e uso de energias renováveis criando novos empregos. Em seu livro,

Biosofia, artigo de Roberto Naime

    [EcoDebate] Uma compreensão profunda das leis da vida, adquirida através de uma abordagem qualitativa e global da Natureza é a base da agricultura biodinâmica. Ocorre abertura de novas vias para que o Homem se reconcilie com a Natureza. Cristina Nogueira Baptista assevera que a agricultura biodinâmica foi fundada na Alemanha, em 1924, por Rudolf Steiner. Em resposta a um grupo de agricultores, que lhe solicitaram orientações para resolver os problemas de

Paisagens em ecologia histórica, artigo de Roberto Naime

    [EcoDebate] Na ecologia histórica, o meio ambiente fica registrado como cenário físico específico, a paisagem, que é definida como uma área de interação entre cultura humana e ambiente não antrópico. A paisagem é sempre alterada por manifestações físicas dos protagonistas. Ecologia histórica revisa a noção de ecossistema e o substitui por paisagem. Enquanto um ecossistema é estático e cíclico, uma paisagem é histórica. Enquanto a concepção de visão do ecossistema sempre tenta

Relações com a natureza, artigo de Roberto Naime

    [EcoDebate] SILVA et al (2012) questiona, por que não acreditar que existem várias maneiras de se relacionar com a natureza. Acreditando na diversidade epistemológica do mundo, essas palavras querem induzem a vários modos de se relacionar com a natureza. Porém, para tentar captar essa diversidade, é necessário um exercício de humildade. Humildade em aceitar que a cosmovisão de cada mulher e homem é tão sábia e incompleta quanto qualquer outro. Todavia, além disto,

Ecologia dos Saberes segundo Boaventura Santos, Parte 4/4 (Final), artigo de Roberto Naime

    [EcoDebate] SANTOS (2007) relaciona que a ecologia de saberes é basicamente uma contra-epistemologia. O impulso básico resulta das novas emergências políticas de povos do outro lado da linha como parceiros da resistência. Em termos geopolíticos, trata-se de sociedades periféricas do sistema-mundo moderno onde a crença na ciência moderna é mais tênue, onde é mais visível a vinculação da ciência moderna aos desígnios da dominação colonial e imperial, onde conhecimentos não-científicos e

Ecologia dos Saberes segundo Boaventura Santos, Parte 3/4, artigo de Roberto Naime

    [EcoDebate] SANTOS (2007) afirma que o pensamento abissal continuará a auto-reproduzir-se, por mais excludentes que sejam as práticas que origina, a menos que se defronte com uma resistência ativa. A resistência política deve ter como postulado a resistência epistemológica. Não existe justiça social global sem justiça cognitiva global. Isso significa que a tarefa crítica que se avizinha não pode ficar limitada à geração de alternativas. É preciso um novo pensamento, uma concepção

Ecologia dos Saberes segundo Boaventura Santos, Parte 2/4, artigo de Roberto Naime

    [EcoDebate] SANTOS (2007) assinala que a permanência das linhas abissais globais ao longo de todo o período moderno não significa que elas tenham se mantido fixas, já que historicamente sofreram deslocamentos. No entanto, em cada momento histórico elas são fixas e sua posição é fortemente vigiada e preservada, assim como sucedia com as "linhas de amizade". Estas linhas sofreram grandes abalos. Com as lutas anticoloniais e os processos de independência das

Ecologia dos Saberes segundo Boaventura Santos, Parte 1/4, artigo de Roberto Naime

    [EcoDebate] SANTOS (2007) sistematiza que as linhas cartográficas "abissais" que demarcavam o Velho e o Novo Mundo na era colonial subsistem, no pensamento moderno ocidental e permanecem constitutivas nas relações políticas e culturais excludentes mantidas no sistema mundial contemporâneo. A injustiça social global estaria associada à injustiça cognitiva global, de modo que a luta por justiça social global requer a construção de um pensamento "pós-abissal". SANTOS (2007) assinala que o pensamento moderno

A razão e a importância das Reservas Extrativistas, artigo de Roberto Naime

    [Ecodebate] As reservas extrativistas são áreas utilizadas por populações que mantém vínculos tradicionais, mantendo estilo de vida e forma de sustentação embasada por ações extrativistas, e complementarmente em agricultura de subsistência e na criação de animais de pequeno porte. Os objetivos são de consolidar a proteção dos meios de vida e das tradições culturais destas populações e assegurar e garantir a utilização em condições de sustentabilidade e equilíbrio, dos recursos

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