As Águas de Minas, por Roberto Malvezzi (Gogó)

  AS ÁGUAS DE MINAS Roberto Malvezzi (Gogó) As águas de Minas vêm da Amazônia, Assim como as águas que caem No Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul São Paulo, Buenos Aires e Assunção. Porém, as águas aqui de Juazeiro-Petrolina vêm de Minas, Pelo Velho Chico Mas que vieram da Amazônia para Minas pelos Rios Voadores Os Rios Voadores fazem chover nas áreas de recarga do Bambuí e do Urucuia, mas também do Guarani E as águas de superfície de

Ou as vacas de Bolsonaro na Amazônia, ou as uvas dos gaúchos no Sul, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)

  [EcoDebate] O governo Bolsonaro vai enviar projeto para liberar a pecuária, extrativismo mineral e cultivo de soja em territórios indígenas. O pretexto é sempre o desenvolvimento, geração de renda e emprego, essa trilogia mortal que é a permanente bandeira do mundo capitalista, inclusive o mais predador. Estudos comparativos já demonstram com absoluta solidez que a floresta amazônica em pé gera mais riqueza que as monoculturas empobrecedoras da população e da biodiversidade.

A emergência do fenômeno indígena na América Latina, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)

[EcoDebate] Há uns dez anos, nos encontros do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), já se falava na emergência do fenômeno indígena na América Latina. O próprio Vaticano já enviava seu observador para essas reuniões, com foco particular nessa questão. Já naquela época o que parecia novo era a questão Mapuche no Chile, Guarani entre Brasil e Paraguai e Yanomami nas fronteiras de Brasil e Venezuela. Já se constatava que o fenômeno indígena

Sínodo para a Amazônia abriu o futuro, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)

    [EcoDebate] O processo de preparação do Sínodo levou mais de 3 anos em território brasileiro. Foram realizados 16 seminários regionais e mais um Pan-Amazônico. Desse processo, inclusive da consulta sinodal enviada pelo Vaticano, participaram cerca de 87 mil pessoas. A primeira novidade desse Sínodo foi escutar os povos amazônidas. Portanto, houve uma mudança de interlocutores. Francisco não estava interessado em ouvir apenas autoridades, políticos, especialistas, mas ouvir a voz dos povos

As vozes isoladas contra o Sínodo para Amazônia, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)

    [Ecodebate] O mundo das novas mídias permite que grupos pouco incidentes na sociedade agora ganhem a voz e a potência que antes não tinham. Assim está acontecendo com os grupos ditos católicos que não aceitam até hoje o Concílio Vaticano II. Não só eles, mas também a extrema-direita global que se articula ao redor de Steve Bannon. Estão por aí com suas missas em latim, condenando os comunistas, abortistas, heréticos

O Rio Voador de Fumaça e o Sínodo para a Amazônia, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)

    [EcoDebate] Um rio voador de fumaça cobriu o imenso território brasileiro. Ele percorreu exatamente o caminho dos rios voadores, feitos de vapor de água, que irrigam a maior parte do território brasileiro, chegando até a Argentina, Uruguai e Paraguai. É da Amazônia que vem as chuvas que abastecem grande parte de nosso território, que depois se armazenam nos aquíferos do Cerrado, mas que hoje estão sendo extintos pela devastação da

A privatização da Transposição de Águas do São Francisco, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)

    [EcoDebate] Esses dias Lula reagiu ao fato da Transposição do São Francisco para a Paraíba estar paralisada há vários meses. Ele atribuiu essa responsabilidade ao governo Bolsonaro, chamando essa prática de desumana. O atual governo não reagiu às acusações de Lula. Nossos grupos sociais foram os primeiros a reagir à obra da Transposição, logo que Lula tomou posse. Portanto, as primeiras reações a Lula não vieram da direita brasileira, mas de

Dos Anaios aos Waiãpi, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)

    [EcoDebate] Em 1676 houve um massacre indígena violento aqui na região do rio Salitre, em Juazeiro da Bahia. Conta a história que o Padre Martinho de Nantes e seus índios aldeados participaram da repressão aos Anaios, sob o comando de Francisco Dias d’Ávila. O Salitre é um afluente do São Francisco. Um rio famoso que alimentou por muito tempo o gado criado para abastecer Salvador, então capital da Colônia. Dias

A qualidade da água nossa de cada dia, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)

    A qualidade da água nossa de cada dia [EcoDebate] A escassez da água pode ser quantitativa, qualitativa e social*. Quantitativa quando não há água para satisfazer as necessidades de todas as ordens; qualitativa quando a água está aí diante dos olhos, mas não pode ser utilizada para vários fins devido à sua contaminação; social quando há água, tem qualidade, mas alguma propriedade privada se apropriou de um bem comum. Um levantamento feito

A retaliação do lixo, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)

    [EcoDebate] São 332 barragens nas cabeceiras do Rio São Francisco. Cerca de 70% cheias de rejeitos da mineração. Basta estourar a de Congonhas do Campo, com rejeitos de metais pesados para minerar o ouro, que o Velho Chico estará morto por 100 anos, calculam especialistas da área. Então, Brumadinho e Mariana, que não mandaram aviso, avisaram que estamos com uma barragem de rejeito amarrada em cada pescoço. Nós somos 18 milhões

Brasil escolheu a cultura de morte, não da paz, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)

    [EcoDebate] A necrofilia faz parte de nossa história: o massacre de 10 milhões de indígenas, milhões de negros, de pobres em Canudos, Caldeirão, Contestado, Pau-de-Colher, os coronéis do sertão, chegam hoje às gangs e milícias das periferias urbanas brasileiras. Matar é constitutivo de nossa história. Porém, há novidade. A liberação de armas iria inevitavelmente incrementar a violência na classe média, à semelhança do que acontece nos Estados Unidos. É literalmente uma

O Beabá do Sínodo Pan-Amazônico, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)

    [EcoDebate] “Amazônia: novos caminhos para a Igreja e para uma ecologia integral”. Esse é o lema do Sínodo Pan-Amazônico que acontecerá em outubro de 2019, em Roma. Sínodo vem do grego e quer dizer “caminhar juntos”. Então, faço alguns esclarecimentos sobre o Sínodo, já que faço parte como “olho de fora” do núcleo de assessoria da REPAM-Brasil (Rede Eclesial Pan-Amazônica), que colabora de forma decisiva na preparação do Sínodo. Primeiro, em 2014

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