O golpe é sistêmico, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)

    [EcoDebate] “Não disse muita coisa para não desanimar os missionários, mas esse golpe é sistêmico”. Foi esse o comentário que D. Erwin Krautler me fez num evento da Laudado Sí em Feira de Santana, Bahia. Ele vinha da assembleia do Conselho Indigenista Missionário. O massacre sobre os povos indígenas, constante em nossa história, volta a níveis indescritíveis mesmo para um país que nunca foi civilizado. O golpe ataca todas as dimensões da

Papa Francisco vai aos ‘índios’, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)

    [EcoDebate] Dia 18 de janeiro de 2018 o Papa Francisco irá a Puerto Maldonado, Peru, encontrar-se exclusivamente com povos originários da Amazônia. Tudo indica que sequer haverá reuniões particulares com autoridades, sejam elas políticas ou mesmo eclesiásticas. Essa ida a Amazônia para encontrar-se com “indígenas” já estava programada para quando ele viesse aos 300 anos de Aparecida. O golpe modificou a vinda do Papa. Embora as razões oficiais alegadas sejam outras,

Água põe fogo no campo, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)

    [EcoDebate] Aproximadamente mil pessoas entraram nas fazendas Igarashi e Curitiba em Correntina, Bahia, quebraram os pivôs centrais de irrigação das empresas e derrubaram as instalações elétricas. Bastou para que a mídia falasse em vândalos, invasores, e a senadora Ana Amélia chegou a falar em exército de Lula no Senado, referindo-se ao MST. Quanta estupidez na boca de uma só senadora! O MST não estava lá e nem precisava, porque a reação foi

Sei em quem NÃO vou votar em 2018, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)

    [EcoDebate] Não sei em quem votarei em 2018, mas já sei em quem não vou votar. Não voto em nenhum deputado que votou pelo golpe no país. Eles são mais de 360. Não voto também em nenhum senador que confirmou o golpe. Eles são mais de 60. Eles destruíram o fiapo da democracia que tínhamos e implantaram no Brasil uma ditadura civil. Não votarei em nenhum deputado ou senador que pertença à

Hidrocídio Brasileiro, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)

    [EcoDebate] A cada dia chega a notícia da morte de um rio, ou que um rio famoso agoniza. Afluentes dos grandes rios brasileiro estão sendo mortos às centenas, aos milhares, num verdadeiro hidrocídio, isto é, a matança das águas. Esses dias nos chegou a visão do leito seco do Paracatu, um dos maiores afluentes do São Francisco. No ano passado, em Macapá, me contaram que a pororoca do rio Araguari estava extinta. Esse

Da Ditadura Civil para a Militar, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)

    [EcoDebate] Antes do golpe de 2016 sobre a maioria do povo brasileiro trabalhador ou excluído, já comentávamos em Brasília, num grupo de assessores, sobre a possibilidade de uma nova ditadura no Brasil. E nos ficava claro que ela poderia ser simplesmente uma “ditadura civil”, sem necessariamente ser militar. Entretanto, como em 1964, ela poderia evoluir para uma ditadura militar. Naquele momento pouquíssimos acreditavam que o governo poderia ser derrubado. Já escrevi

Hidronegócio: privatização da Eletrobras, privatização das águas, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)

    [EcoDebate] Há tempos o hidronegócio busca mecanismos de privatização das águas brasileiras. Constitucionalmente tidas como um bem da União, nossas águas não podem ser privatizadas. A Constituição Federal no artigo 20, inciso III, estabelece que são bens da União os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio, ou que banhem mais de um Estado, sirvam de limites com outros países, ou se estendam a território estrangeiro

Transposição do Tocantins para o São Francisco, por Roberto Malvezzi (Gogó)

    - Entrevista ao site pretonobranco.org - O que está por detrás da transposição do Tocantins para o São Francisco? Em primeiro, é preciso dizer que essa proposta é mais insana, mais louca que a transposição do São Francisco para outros estados da forma como ela foi feita. Na verdade, os movimentos socioambientais sempre disseram que o São Francisco tinha pouca água para suportar uma transposição. Era um anêmico que não podia doar sangue.

Pobre da rica Venezuela, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)

    [EcoDebate] Quando Napoleão invadiu a península Ibérica em 1808, prendeu o rei da Espanha e de todo Império Espanhol. Então, D. João VI, rei de Portugal e de todo Império Português, teve tempo e fugiu para o Brasil. Quando Simon Bolívar e San Martin, os chamados Libertadores da América, sentiram o Reino Espanhol acéfalo, iniciaram a emancipação política dos países de língua espanhola. Por isso essa parte da América Latina tem

Defender os biomas brasileiros. ‘Não podemos abdicar de nossa tarefa’, alerta Roberto Malvezzi (Gogó)

  IHU     A riqueza e a biodiversidade nos biomas brasileiros são imensas, mas os desafios frente a sua sistemática dilapidação são gigantescos. Buscar alternativas a esse sistema predatório é mais que urgente. “Não podemos abdicar de nossa tarefa”, afirma o ambientalista Roberto Malvezzi (Gogó), filósofo, teólogo, escritor e compositor. Trata-se de alguém forjado na luta que, desde inícios dos anos 1980, enraizou-se no nordeste brasileiro. Reside em Juazeiro, na Bahia, mas percorre

Aos que estão desanimados, por Roberto Malvezzi (Gogó)

    Escrevo para mim mesmo e tantos outros que estão como eu. A imposição ditatorial dos valores e regras do extremo liberalismo sobre o povo brasileiro sem que tenhamos qualquer possibilidade aparente de defesa, jogou um mar de pessimismo e imobilidade sobre as multidões. Como pessoas desse povo, também é impossível escapar ilesos. Mas, para quem está desanimado, é preciso lembrar outras situações. Lembre-se dos milhões de pessoas que estão sendo violentadas e assassinadas

O Brasil ficou mais transparente, artigo de Roberto Malvezzi (Gogó)

    [EcoDebate] O governo das grandes corporações econômicas se chama neoliberalismo. Sabíamos dessa realidade, mas hoje podemos dar claramente nome aos bois. A classe política é apenas sua executiva e o judiciário seu guardião, embora sempre haja contradições. No Brasil ficou clara essa realidade quando vemos as empresas financiarem as campanhas de seus candidatos, quando compram as medidas provisórias dos seus interesses, quando pagam propinas e fazem mimos aos agentes públicos também conforme

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