UTI ambiental: programa Novo Chico para o Velho Chico, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

    [EcoDebate] A série ‘UTI ambiental’ já estava ficando esquecida aqui no Portal do EcoDebate, mas garanto que não está desativada e reaparecerá sempre que necessário para enquadrar algum assunto, como no presente, em que o paciente já anda internado há muito tempo e permanece em estado crítico. Trata-se do nosso Rio São Francisco, que por estar vendo as veias (cursos d’água formadores) do seu corpo (bacia hidrográfica) secando, corre sério

Preocupações de um conservador de nascentes e córregos, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

artigo

[EcoDebate] Venho reclamando, há tempos já, por meio de artigos, de entrevistas e de livros publicados, a falta de preocupação com os fundamentos hidrológicos aplicados a pequenas bacias hidrográficas, formadoras e mantenedoras de nascentes e córregos. É a hidrologia de pequenas bacias, que precisa ser incentivada no país. Com o anúncio do programa Novo Chico, visando revitalizar o rio, retornam os conceitos gerais de conservação de nascentes, muito centrados nos

Desastre de Mariana: descasos e inoperâncias, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

    [EcoDebate] No Brasil já é comum o fato de um desastre novo levar ao esquecimento do anterior. Isso ocorre porque o país é desorganizado e não consegue usar o passado para operar o presente e planejar o futuro. Vivemos um dia a dia de cada vez, mas com sofrimentos cumulativos. São descasos e inoperâncias que parecem incorporados ao cenário brasileiro. Quanto aos descasos, temos duas vertentes básicas. A primeira representada pelas

Crise hídrica: a solução está no estudo das bacias hidrográficas. Entrevista com Osvaldo Ferreira Valente

  “Com exceção dos habitantes do Semiárido, os brasileiros foram criados sob o conceito de que água era um bem abundante, livre e sem valor econômico”, afirma o engenheiro florestal. Foto: Pensamento Verde  Há 48 anos, desde que criou a disciplina de hidrologia e manejo de bacias hidrográficas, Osvaldo Ferreira Valente afirma que convive com “a frustração de ver a produção de água ainda ser tratada com alta dose de empirismo e de soluções

UTI ambiental: o perigo das ações contra o novo Código Florestal, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

    [EcoDebate] Até o surgimento do novo Código Florestal, vivíamos presos numa teia de leis, resoluções, portarias e todas aquelas burocracias adoradas pelas instituições públicas brasileiras. Parecia que, com a nova lei, estávamos entrando em uma nova etapa de tranquilidade, duradoura o suficiente para conhecermos a verdadeira situação do doente há muito internado. O diagnóstico viria com o Cadastro Ambiental Rural (CAR), possibilitando uma radiografia do estado do paciente

Florestas e produção de água, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

    Ao longo da atual crise de abastecimento de água, temos presenciado o lançamento de propostas de soluções que nem sempre estão fundamentadas em conhecimentos científicos já disponíveis. Não há surpresa alguma quanto a este fato, já que ainda há um distanciamento, no Brasil, entre a academia e o público que tenta resolver questões práticas. Na hidrologia isso é mais do que evidente, pois o tratamento matemático que predomina nos trabalhos

UTI ambiental: ‘limpando’ organogramas de instituições públicas, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

  No artigo da série “UTI ambiental”, publicado em 09/06/2014, eu falei das doenças que acometem as instituições públicas brasileiras, usando a estrutura do Ministério do Meio Ambiente (MMA) como exemplo. Em razão das críticas feitas à superposição de funções dentro do citado ministério, fui provocado por pessoas próximas a fazer uma prescrição de cura, já que o paciente está em estado grave. Relutei um pouco, mas como não sou dado

UTI ambiental: doenças de instituições públicas, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

    [EcoDebate] As opiniões que vou emitir neste artigo refletem a sensação de um observador da cena ambiental no país durante os últimos cinquenta anos. Não estou interessado nos ritos processualistas e nem nas hierarquias que são tão cultivadas por aqui. O que me incomoda é o grande número de instituições públicas teoricamente ligadas às questões ambientais e que não conseguem ser eficientes. Há muita superposição de funções, na prática, que

UTI ambiental: olhares pouco comuns sobre o atual Código Florestal, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

    [EcoDebate] Há tanta coisa escrita sobre o atual ou novo Código Florestal, que o leitor talvez já esteja cansado, ou enjoado, e com pouca disposição para ler novos textos. Por isso a minha intenção de buscar novos ângulos para mirá-lo. Espero conseguir. A grande polêmica ainda existente sobre benefícios ou malefícios do Código é pouco significativa, a meu ver, pois a nossa grande preocupação deve estar na sua efetiva implantação. Com

UTI ambiental: a água e a realidade nua e crua, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

    [EcoDebate] Foram nove artigos publicados aqui no EcoDebate, sobre produção de água . Todos ancorados na série UTI ambiental. Acabo de relê-los, na esperança de ter conseguido passar conhecimentos e preocupações acumuladas ao longo de muitos anos de militância na área. Todas as vezes que faço isso (reler artigos que escrevi), fico com a sensação de ainda estar longe de saber divulgar conhecimentos científicos e técnicos. Mas não vou desanimar,

UTI ambiental: revitalização de bacias hidrográficas II, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

  [EcoDebate] O paciente enfartado, quando entra na UTI hospitalar, passa, em primeiro lugar, por uma bateria de exames e só depois, com base nos resultados é que os especialistas traçam o programa de tratamento. As pequenas bacias hidrográficas degradadas, internadas na UTI ambiental, também devem passar por etapas semelhantes para recuperarem suas saúdes hidrológicas e poderem voltar a produzir volumes de água que já estiveram produzindo no passado. Se os

UTI ambiental: revitalização de bacias hidrográficas I, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

    [EcoDebate] As nossas bacias hidrográficas estão perdendo a capacidade de produzir água com regularidade. Ou provocam cheias e inundações, conforme notícias frequentes, ou ameaçam com escassez nos períodos de estiagens. Quaisquer dos comportamentos provocam sofrimentos e reações de desconforto ou até de revolta. E se há mudanças no regime de chuvas, com muito mais razão precisamos rever os nossos conceitos de uso das bacias hidrográficas, que, até pela Lei das

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