Filosofia hidrológica – parte II, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

  [EcoDebate] A série ‘Filosofia hidrológica’, que está sendo publicada pelo EcoDebate, não tem a intenção de descrever equipamentos e instalações para aproveitamento de água de chuva e nem detalhes de implantação. A ideia é discutir os fundamentos que foram ou devem ser considerados no desenvolvimento das tecnologias, numa tentativa de fazer com que as pessoas possam analisar o que acontece com as águas de chuvas que caem em suas propriedades

Filosofia hidrológica – parte I, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

    [EcoDebate] Por que filosofia hidrológica? Por sentir que falta, nas discussões sobre produção e uso de água, maior participação da sociedade, mas com base em conhecimentos que possam estar ao alcance das pessoas que não têm domínio técnico do tema e que constituem absoluta maioria. Há muito proselitismo, muito chamamento ao uso racional, mas que vem sustentado apenas com a ameaça de escassez ou mesmo da falta total. Quando o

O desastre de Barcarena e o silêncio das ONGs, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

    [EcoDebate] Em 2017, em visita à Noruega, o presidente Temer recebeu um puxão de orelhas dado pela primeira ministra daquele país, reclamando do desmatamento da Amazônia. Disse, ainda, a dita primeira ministra, que o governo norueguês, em protesto, iria reduzir os recursos financeiros repassados a um tal de Fundo Amazônia. Houve, por aqui, uma boa repercussão do fato, pois boa parte de brasileiros é bem chegada a considerar ótimo tudo

Programa de recuperação de nascentes que está sendo implantado e divulgado por aí, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

  [EcoDebate] Qualquer pessoa que entrar no YouTube com a expressão “recuperação de nascentes” irá encontrar um bom número de vídeos sobre o assunto. Nós, da hidrologia aplicada a pequenas bacias hidrográficas, usamos o conceito de recuperação de nascente para discutir tecnologias apropriadas ao aumento da sua capacidade de produção de quantidade de água. E isso só será possível com o aumento do volume de água dos aquíferos (lençóis). As nascentes

UTI ambiental: programa Novo Chico para o Velho Chico, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

    [EcoDebate] A série ‘UTI ambiental’ já estava ficando esquecida aqui no Portal do EcoDebate, mas garanto que não está desativada e reaparecerá sempre que necessário para enquadrar algum assunto, como no presente, em que o paciente já anda internado há muito tempo e permanece em estado crítico. Trata-se do nosso Rio São Francisco, que por estar vendo as veias (cursos d’água formadores) do seu corpo (bacia hidrográfica) secando, corre sério

Preocupações de um conservador de nascentes e córregos, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

artigo

[EcoDebate] Venho reclamando, há tempos já, por meio de artigos, de entrevistas e de livros publicados, a falta de preocupação com os fundamentos hidrológicos aplicados a pequenas bacias hidrográficas, formadoras e mantenedoras de nascentes e córregos. É a hidrologia de pequenas bacias, que precisa ser incentivada no país. Com o anúncio do programa Novo Chico, visando revitalizar o rio, retornam os conceitos gerais de conservação de nascentes, muito centrados nos

Desastre de Mariana: descasos e inoperâncias, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

    [EcoDebate] No Brasil já é comum o fato de um desastre novo levar ao esquecimento do anterior. Isso ocorre porque o país é desorganizado e não consegue usar o passado para operar o presente e planejar o futuro. Vivemos um dia a dia de cada vez, mas com sofrimentos cumulativos. São descasos e inoperâncias que parecem incorporados ao cenário brasileiro. Quanto aos descasos, temos duas vertentes básicas. A primeira representada pelas

Crise hídrica: a solução está no estudo das bacias hidrográficas. Entrevista com Osvaldo Ferreira Valente

  “Com exceção dos habitantes do Semiárido, os brasileiros foram criados sob o conceito de que água era um bem abundante, livre e sem valor econômico”, afirma o engenheiro florestal. Foto: Pensamento Verde  Há 48 anos, desde que criou a disciplina de hidrologia e manejo de bacias hidrográficas, Osvaldo Ferreira Valente afirma que convive com “a frustração de ver a produção de água ainda ser tratada com alta dose de empirismo e de soluções

UTI ambiental: o perigo das ações contra o novo Código Florestal, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

    [EcoDebate] Até o surgimento do novo Código Florestal, vivíamos presos numa teia de leis, resoluções, portarias e todas aquelas burocracias adoradas pelas instituições públicas brasileiras. Parecia que, com a nova lei, estávamos entrando em uma nova etapa de tranquilidade, duradoura o suficiente para conhecermos a verdadeira situação do doente há muito internado. O diagnóstico viria com o Cadastro Ambiental Rural (CAR), possibilitando uma radiografia do estado do paciente

Florestas e produção de água, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

    Ao longo da atual crise de abastecimento de água, temos presenciado o lançamento de propostas de soluções que nem sempre estão fundamentadas em conhecimentos científicos já disponíveis. Não há surpresa alguma quanto a este fato, já que ainda há um distanciamento, no Brasil, entre a academia e o público que tenta resolver questões práticas. Na hidrologia isso é mais do que evidente, pois o tratamento matemático que predomina nos trabalhos

UTI ambiental: ‘limpando’ organogramas de instituições públicas, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

  No artigo da série “UTI ambiental”, publicado em 09/06/2014, eu falei das doenças que acometem as instituições públicas brasileiras, usando a estrutura do Ministério do Meio Ambiente (MMA) como exemplo. Em razão das críticas feitas à superposição de funções dentro do citado ministério, fui provocado por pessoas próximas a fazer uma prescrição de cura, já que o paciente está em estado grave. Relutei um pouco, mas como não sou dado

UTI ambiental: doenças de instituições públicas, artigo de Osvaldo Ferreira Valente

    [EcoDebate] As opiniões que vou emitir neste artigo refletem a sensação de um observador da cena ambiental no país durante os últimos cinquenta anos. Não estou interessado nos ritos processualistas e nem nas hierarquias que são tão cultivadas por aqui. O que me incomoda é o grande número de instituições públicas teoricamente ligadas às questões ambientais e que não conseguem ser eficientes. Há muita superposição de funções, na prática, que

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