José Eustáquio Diniz Alves | Portal EcoDebate

Deseconomia e estagnação secular em um mundo lotado, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  “Teremos, então, o que denomino crescimento deseconômico, produzindo ‘males’ mais rapidamente do que bens – tornando-nos mais pobres, e não mais ricos” (Daly, 2005)     [EcoDebate] A escola da economia ecológica mostra que é impossível manter o crescimento econômico infinito em um mundo finito e defende o Estado Estacionário (ou decrescimento) como uma situação em que haja equilíbrio entre o nível da economia e da ecologia, onde a taxa de crescimento seja

PNAD 2015: aumento da pobreza e crescimento da geração nem-nem-nem, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

    [EcoDebate] O sonho da erradicação da pobreza e da mobilidade social ascendente da geração de jovens do Brasil está indo por água abaixo. Toda a propaganda ufanista apresentada durante a campanha presidencial de 2014, agora mostra a sua verdadeira cara. Entre 2011 e 2014 a economia brasileira cresceu de forma anêmica, 2015 e 2016 foram anos de enorme recessão e, provavelmente, o período 2017 a 2020 marcará anos de estagnação

Os países mais ameaçados pelo aumento do nível do mar, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

    [EcoDebate] O aquecimento global é o maior risco da sociedade contemporânea. Em artigo anterior, com base em um relatório divulgado no mês de maio de 2016 pela Christian Aid, mostrei como 20 grandes cidades serão afetadas pelo aquecimento global. Os últimos dados mostram que a temperatura nos primeiros 12 meses de setembro de 2015 a agosto de 2016 ficou 1º C acima da média do século XX. Quanto mais a temperatura

Catástrofe climática e a rápida elevação do nível do mar, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  “O nível do mar pode subir vários metros numa escala de tempo de 50 a 150 anos” James Hansen (2016)     [EcoDebate] Ninguém mais duvida do aquecimento global. 197 países assinaram, em 2015, o Acordo de Paris, da COP-21, com a intenção de conter o aquecimento em no máximo 2º C até 2100. Ates da COP-22, no Marrocos, ocorrida em novembro de 2016, o Acordo de Paris foi ratificado e já está

Desindustrialização, desemprego e desdesenvolvimento, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

    [EcoDebate] A precoce desindustrialização brasileira atingiu índice recorde de retrocesso em 2015. A participação da Indústria de Transformação no PIB ficou em 11,4% no ano passado, número mais baixo do que os 12,1% de 1947. A Indústria de Transformação que chegou a ser responsável por 21,8% do PIB no início da Nova República (1985), caiu bastante nos governos Sarney e Collor, subiu no governo Itamar, voltou a cair durante o

Macapá, capital do Amapá vulnerável às inundações, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

    [EcoDebate] A cidade de Macapá - capital do Amapá - com cerca de 466 mil habitantes, em 2016, concentra 60% da população do Estado (782.295 habitantes), segundo o IBGE. Macapá é a terceira maior aglomeração urbana da Amazônia, sendo a única capital cortada pela linha do Equador e fica às margens do rio Amazonas. A Fortaleza de São José de Macapá, inaugurada em 1782, foi construída para proteger a entrada

O mundo teria déficit ambiental mesmo eliminando os países ricos, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  “Precisamos pegadas menores, mas também precisamos de menos pés”. (Enough is Enough, 2010)     [EcoDebate] O mundo passou por uma grande transformação desde o início da Revolução Industrial e Energética que teve início no último quartel do século XVIII. Nos 240 anos entre 1776 e 2016, a população mundial passou de cerca de 800 milhões de habitantes para 7,4 bilhões. Foi um crescimento de quase 9 vezes. Mas no mesmo período, a

O sonho do pré-sal e o pesadelo do Rio de Janeiro, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

    [EcoDebate] O pré-sal foi apresentado pelas autoridades constituídas como um “bilhete premiado” e como um “passaporte para o futuro”. Foi dito que as “riquezas” do petróleo, extraídas das profundezas abissais do oceano, criariam dinheiro para avançar com a educação, a saúde, a segurança e o desenvolvimento local dos municípios, abastecidos com os recursos abundantes dos royalties dos combustíveis fósseis. No dia 11 de março de 2010, o então governador do Estado

O trilema do século XXI, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  “Cada sociedade só se coloca os problemas que pode resolver” Karl Marx     [EcoDebate] Karl Marx dizia que “Cada sociedade só se coloca os problemas que pode resolver”. Na concepção do materialismo histórico, o desenvolvimento das forças produtivas avançava até um ponto em que entrava em contradição com as relações de produção e, nesse momento, abria-se um período revolucionário, que, se resolvido adequadamente, viabilizava a continuidade do progresso civilizacional. Na sociedade capitalista,

A concentração de CO2 ultrapassou definitivamente as 400 ppm, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

    [EcoDebate] A concentração de gases de efeito estufa (GEE) ultrapassou o limiar de 400 partes por milhão e atingiu um perigoso ponto de não retorno. Nos 800 mil anos antes da revolução industrial a concentração de CO2 na atmosfera ficou abaixo de 280 partes por milhão (ppm). Ou seja, em cada um milhão de moléculas de ar no planeta, havia menos de 280 do principal gás de efeito estufa. As

Nacionalismo, crise energética e desglobalização, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

“O sistema protecionista é na atualidade conservador, enquanto o sistema do comércio livre é destrutivo. Desmorona as velhas nacionalidades e eleva ao extremo o antagonismo entre o proletariado e a burguesia. Numa palavra, acelera a revolução social. E é apenas neste sentido revolucionário que eu voto a favor da liberdade de comércio”. Karl Marx (Bruxelas, 09/01/1848)     [EcoDebate] Karl Marx era a favor da globalização do capital por dois motivos: primeiro, eliminava

Aquecimento global e Orçamento Carbono, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

    [EcoDebate] A utilização dos combustíveis fósseis gerou muita riqueza nos últimos 240 anos. O uso de carvão mineral (depois petróleo e gás) forneceu a energia necessária para implementar o modelo de produção de bens e serviços em larga escala, desde o início das operações da máquina a vapor, aperfeiçoada por James Watt, em 1776. A Revolução Industrial e Energética propiciou uma grande elevação no padrão de consumo e de vida

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