O crescente uso de recursos naturais e a necessidade de maior eficiência e desacoplamento, por José Eustáquio Diniz Alves

    [EcoDebate] O relatório “Resource Efficiency: Potential and Economic Implications”, divulgado no dia 16 de março de 2017, durante a reunião do G20 em Berlim, pelo International Resource Panel, da United Nations Environment Programme (UNEP), mostra que, até 2050, mantidas as tendências recentes, a população mundial deverá crescer 28%, com a utilização de 71% mais recursos per capita. Sem medidas urgentes para aumentar a eficiência, o uso global de metais, biomassa

Um rio com o mesmo status legal de um ser humano, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  "Este mundo curioso que nós habitamos é mais maravilhoso do que conveniente, mais bonito do que útil, mais para ser admirado e apreciado do que usado" Duzentos anos do nascimento de Henry Thoreau (1817-1862)     [EcoDebate] Se o ser humano depende da natureza e não a natureza depende do ser humano, então por que somente as pessoas têm status de sujeito de direito? Por que um rio não tem o direito de ser

Brasil no Antropoceno: desenvolvimento predatório e políticas ambientais, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  [Tema: Antropoceno] [EcoDebate] O Brasil é o quinto país em extensão territorial e em população. Com uma grande riqueza ecossistêmica possui uma biocapacidade superior à Pegada Ecológica, sendo considerado uma das potências em reservas ambientais mais importantes do mundo. Seu papel geoestratégico nas decisões ambientais têm sido crucial para as negociações globais em curso em torno da mudança climática e do Acordo de Paris. Mas embora o Brasil seja visto internacionalmente como

A inevitável Reforma da Previdência, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  [EcoDebate] A reforma da previdência é absolutamente inevitável. Ela vai acontecer, de uma forma ou de outra, pelo simples fato de que não há como manter regras fixas, quando a economia e a demografia estão mudando de forma acelerada. Tudo na vida e na sociedade é impermanente. Não existe mágica capaz de eliminar a matemática. Não há como fazer mágica para apagar a diferença entre receitas e despesas. Resta saber:

A China e a Rede Elétrica Inteligente global, renovável e UHVDC, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

    [EcoDebate] A energia extrassomática é a base da civilização. Toda a economia moderna depende de uma oferta confiável e segura de energia. Os combustíveis fósseis (carvão mineral, petróleo e gás) impulsionaram as Revoluções Industriais. Mas a emissão de gases de efeito estufa provoca o aquecimento global que gera enormes danos para a humanidade e a biodiversidade do Planeta. A mudança da matriz energética para fontes renováveis e de baixo carbono

O paradoxo das baixas taxas de desemprego em 2013 e 2014, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

    [EcoDebate] A economia brasileira, que havia apresentado um crescimento econômico relativamente elevado entre 2004 e 2010 (com forte redução do desemprego), entrou em uma fase de desaceleração do PIB nos anos de 2013 e 2014, em função do fim do superciclo das commodities e do insucesso da “Nova matriz econômica”, do primeiro governo Dilma Rousseff. Na fase de expansão do Produto Interno Bruto, a taxa de ocupação (PO/PIA), nas seis maiores

Neomalthusianismo anarquista, feminista e de esquerda, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  “Amem-se mais uns aos outros e não se multipliquem tanto” Maria Lacerda de Moura (1887-1945)   “Aquí y ahora declaro la guerra a este sistema y no descansaré hasta que sea liberado el camino para una libre maternidad y una saludable, alegre y feliz niñez” (Emma Goldman, 1916).     [EcoDebate] Existe uma corrente do neomalthusianismo que é pouco conhecida pelas ciências humanas e que nada tem a ver com o controle populacional autoritário e

Crise no mercado de trabalho, bônus demográfico e desempoderamento feminino, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

    [EcoDebate] As mulheres brasileiras obtiveram conquistas históricas no século XX. Como já mostrei em diversos artigos, elas conquistaram o direito de voto, passaram a ser maioria da população a partir da década de 1940; atingiram a maioria do eleitorado em 1998; elevaram a esperança de vida e vivem, em média, sete anos acima da média masculina; ultrapassaram os homens em todos os níveis educacionais; aumentaram as taxas de participação no

Recorde de degelo global em janeiro e fevereiro de 2017, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

  “Para cada mil pessoas dedicadas a cortar as folhas do mal, há apenas uma atacando as raízes”. Duzentos anos do nascimento de Henry Thoreau (1817-1862)     [EcoDebate] Não há mais como contestar. Os negacionistas das mudanças climáticas perderam totalmente seus argumentos, claramente, anticientíficos. O degelo global bateu todos os recordes em janeiro e fevereiro de 2017. Depois de três anos (2014, 2015 e 2016) de temperaturas muito elevadas, sem precedentes no Holoceno

A demanda de energia e o crescimento das fontes renováveis até 2035, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

    [EcoDebate] O relatório anual Energy Outlook de 2017, da BP, mostra que a demanda global de petróleo continuará a crescer até a década de 2035, mesmo considerando que as frotas de veículos elétricos devem se expandir e o processo de transição energética de baixo carbono ganha força em todo o mundo. Mesmo com a diminuição da demanda global, a presença de combustíveis fósseis - petróleo, carvão mineral e gás deverão continuar

Brasil do consumo versus China do investimento, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

    [EcoDebate] No passado distante, a China era o pais mais avançado do mundo. Mas regrediu nos séculos XIX e XX, após o declínio da dinastia Qing, que governou a nação entre 1644-1912. A República da China foi fundada em 1912, sob liderança de Sun Yat-sen e prevaleceu até 1949, sob hegemonia do Kuomintang (Partido Nacionalista), de Chiang Kai-shek, a partir de 1928. Em 1 de outubro de 1949, Mao Tse-tung

O quintilema da Agenda 2030 da ONU, artigo de José Eustáquio Diniz Alves

    [EcoDebate] Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) são o ponto central da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). Eles foram propostos na Conferência sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), ocorrida na cidade do Rio de Janeiro, em 2012. Após 3 anos de debates e um amplo processo de consultas, em setembro de 2015 foram aprovados os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, com 169 metas, que fazem parte da Agenda global

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