Ainda sobre as indefinições da geração de energia no Nordeste brasileiro, artigo de João Suassuna

    Célio Bermann, ao escrever o capítulo Impasses e controvérsias da hidreletricidade, no Dossiê de Energia da USP (vol 21 nº 59 jan/abr 2007), o qual tratou da complementação da motorização do sistema elétrico do complexo Chesf, mencionou o seguinte: “A Usina de Xingó foi projetada para abrigar dez turbinas de 500 MW, de forma a possuir uma capacidade instalada total de 5.000 MW. Entretanto, atualmente apenas seis turbinas estão instaladas.

A propósito da sangria (vertimento) do reservatório da hidrelétrica de Xingó, artigo de João Suassuna

  [EcoDebate] Antes das intervenções no São Francisco, com as construções das barragens de Três Marias (1962) e Sobradinho (1979), visando à regularização volumétrica do rio, a vazão média histórica do Velho Chico situava-se em torno de 2.800 m³/s. Apesar de não existirem barreiras artificiais que impedissem o fluxo natural das águas, a amplitude volumétrica do rio se comportava de forma preocupante, prejudicando, e muito, as pretensões das instituições responsáveis pela

A questão hídrica atual do Nordeste seco! artigo de João Suassuna

    O setentrional nordestino, que há cinco anos vem enfrentando situações de seca, está em “estado de emergência” e muitos dos municípios da região, como o de Campina Grande, na Paraíba, que tem aproximadamente 355 mil habitantes, e Caruaru, em Pernambuco, com 300 mil habitantes, enfrentam problemas de abastecimento de água para o consumo de suas populações. O maior problema da seca é que não há gestão dos recursos hídricos e, em

Grandes obras: impacto e retratos da desigualdade do acesso à água no Semiárido brasileiro. Entrevista com João Suassuna

  Há décadas, os efeitos da seca no Semiárido brasileiro têm sido pauta no debate de ações governamentais que objetivam sanar os efeitos da escassez de água para a população que vive na região. Neste contexto, a açudagem, irrigação e perfuração de poços são algumas das obras que costumeiramente são promessas de resolução do problema nos tantos municípios que compõem o Semiárido. Além destas, há ainda a transposição do Rio São Francisco cujas

Transposição do São Francisco: o elefante branco nordestino? Entrevista com João Suassuna

  “Estou apostando e quero que esse projeto saia e que seja oferecido para a sociedade para fins de abastecimento, pois não vai ter volume para tudo. Com todos esses usos que se quer, esse projeto se transformaria no futuro num grande elefante branco”, alerta o pesquisador João Suassuna é nordestino. O engenheiro agrônomo, e sobrinho do escritor Ariano Suassuna, destaca que essa relação com o nordeste o faz acompanhar há mais

O Açude Gargalheiras, em Acarí (RN), entra em colapso. Comentários de João Suassuna

Prezados(as), Isso que aconteceu no Gargalheiras, açude de 40 milhões de metros cúbicos de capacidade, foi por má gestão dos recursos hídricos locais. Usaram praticamente todo o potencial volumétrico da referida represa, acima de sua capacidade de regularização, 100% garantida. O resultado de tudo isso, não podia ser outro. A água acabou! E, infelizmente, o Rio Grande do Norte não está sozinho nessa lamentável situação ora vivenciada no Semiárido nordestino. A

Debate sobre o Projeto da Transposição do Rio São Francisco e comentários de João Suassuna

  Programa Roda Viva - 24/10/2005 Assista ao programa na íntegra, clicando no endereço abaixo: https://www.youtube.com/watch?v=IYVfkLkKzBU&feature=youtu.be&t=3705    Sobre o assunto: Transposição do Rio São Francisco: um crime de lesa-pátria, por João Suassuna http://remabrasil.org:8080/virtual/r/remaatlantico.org/sul/Members/suassuna/campanhas/transposicao-do-rio-sao-francisco-um-crime-de-lesa-patria-por-joao-suassuna   COMENTÁRIOS João Suassuna - Pesquisador da Fundação Joaquim Nabuco Pela lamentável situação em que se encontra o Rio São Francisco atualmente, dá para perceber o quanto o ex-ministro Ciro Gomes errou em suas previsões, ao tentar defender o projeto da Transposição do São Francisco. Errou, e errou

1% da vazão do Rio AM eliminaria falta de água no NE e Sudeste, diz CPRM. Comentário de João Suassuna

    Meus Prezados, Isso já foi proposto anteriormente. Esse filme já assistimos. Na realidade, isso é o despreparo e o desespero das atuais autoridades diante de um erro brutal cometido, de se fazer as obras da Transposição do Rio São Francisco, pela incapacidade volumétrica do Velho Chico, no atendimento das demandas do povo nordestino. Antes do início da obra da Transposição, o governo já havia pensado na proposta de trazer as águas do

Governo e agência garantem que seca não vai atrapalhar transposição do Rio São Francisco, comentário de João Suassuna

    Meus Prezados, Na reportagem do Jornal Nacional, de 30/11, sobre a transposição do São Francisco, as assertivas do presidente da Agência Nacional de Águas (ANA) e do Ministro da Integração, de que os volumes retirados do rio, pelo projeto, são irrisórios, mostrou um semblante de preocupação em ambos. Pudera: afirmar que serão insignificantes os volumes que serão transpostos, em um momento no qual o rio está praticamente seco, bem retrata a

Palma Forrageira: um adensamento providencial, artigo de João Suassuna

  [EcoDebate] As espécies Opuntia fícus indica e Nopalea cochenilifera representam, botanicamente, as variedades, Palma Gigante e a Miúda, respectivamente. Essas xerófilas vêm salvando a pecuária do Semiárido nordestino, quando da ocorrência das secas que assolam a região. No início dos anos 2000, o ex-deputado pernambucano, Ricardo Fiúza, preocupado com a alimentação da pecuária do Estado de Pernambuco, viajou para o México e Estados Unidos, para conhecer, naqueles países, a produção

A hidrelétrica de Riacho Seco faz jus ao nome que tem, artigo de João Suassuna

  [EcoDebate] As regiões do Alto e Médio São Francisco, localizadas no Estado de Minas Gerais, são responsáveis pela formação de cerca de 70% do volume da água existente no Velho Chico. O Estado de Minas é, portanto, o nascedouro e o principal responsável pela gênese volumétrica daquele rio, caudal que tem uma vazão média histórica de cerca de 2800 m³/s. A construção da represa de Sobradinho, no final de seu

Plantio de culturas de subsistência no Semiárido nordestino: um caso a ser repensado, artigo de João Suassuna

  Foto: Marcos Santos/USP Imagens   [EcoDebate] O plantio de milho e feijão, na dependência de chuvas, no Nordeste Semiárido, é uma atividade que não faz parte das nossas propostas de convivência com o clima da região. O clima semiárido é muito irregular, no tocante à caída das precipitações, portanto, inadequado ao cultivo de tais culturas, quando plantadas em regime de sequeio (na dependência única e exclusiva das chuvas). Não assinaria embaixo uma

Top