Alerta! Desastre socioambiental em Peruíbe/SP, artigo de Heitor Scalambrini Costa

    [EcoDebate] A definição e construção de grandes obras, sem participação e controle social, virou sinônimo de corrupção, de destruição ambiental, de remoção forçada de populações (quase sempre dos pobres, de comunidades tradicionais). No Brasil de hoje, no Brasil real, os exemplos estão ai para demonstrar o quanto se desvia dinheiro para fins escusos em obras justificadas pelos governantes como de interesse público (?), essenciais ao “desenvolvimento” (de quem?), para a geração

Agências reguladoras criadas para beneficiar as empresas, artigo de Heitor Scalambrini Costa

    [EcoDebate] As agências reguladoras foram criadas para fiscalizar a prestação de serviços públicos praticados pela iniciativa privada. Além de controlar a qualidade na prestação do serviço, estabelecendo regras para o setor. Ao longo do tempo foram completamente descaracterizadas de seus objetivos iniciais. Houve na verdade uma “captura” destas agências por parte das empresas. Dedicados quase 40 anos de minha vida profissional a temática Energia acompanhei de perto o “nascimento” destas agências, em

Argumentos mentirosos para privatizar a Eletrobras, artigo de Heitor Scalambrini Costa

    [EcoDebate] A palavra privatizar é definida como: “realizar a aquisição ou incorporação de (empresa do setor público) por empresa privada”, “colocar sob o controle de empresa particular a gestão de (bem público)”. Foi anunciado recentemente pelo atual governo golpista (sem voto, sem credibilidade popular) a aceleração do processo de depredação e entrega do patrimônio público com um amplo programa de privatizações, que pretende transferir áreas de mineração e exploração de petróleo

Suape: Belo Monte esquecida, artigo de Heitor Scalambrini Costa

    [EcoDebate] Um amigo sulista, ao conhecer mais detalhes das violações socioambientais ocorridas no território do Complexo Industrial Portuário de Suape (CIPS), cunhou a frase utilizada como titulo deste artigo. Sem dúvida a comparação entre as duas realidades destas megaobras tem tudo a ver. Refletem a crueldade, perversidade, destruição, truculência, barbaridade, improbidade, desumanidade , indignidade, crime; cometido contra as populações nativas/tradicionais e contra a natureza. O que deve ser ressaltado é o

Um borbônico no ministério de Minas e Energia, artigo de Heitor Scalambrini Costa

    [EcoDebate] Com o título “Em defesa da energia nuclear” o jornal do Commercio de Pernambuco divulgou em 6 de setembro último, uma entrevista com o filho do senador Fernando Bezerra Coelho, que tem o nome do pai, atual ministro de minas e energia, por força das circunstâncias. Sua entrevista é de uma clareza cristalina sobre o que o “menino” pretende fazer como ministro de um dos ministérios mais estratégicos para o

A propaganda enganosa como estratégia dos ‘negócios do vento’, artigo de Heitor Scalambrini Costa

    [EcoDebate] Toda minha vida profissional foi em defesa intransigente das fontes renováveis de energia, particularmente da energia solar e eólica. Defendia e defendo o modelo de implantação descentralizado (geração próxima do local de consumo) por entender que esta concepção de geração é a que menos afeta o meio ambiente e as pessoas. Todavia em nosso país temos constatado que os “negócios do vento”, dentro da lógica mercantil, onde a energia é

Debate energético enviesado, artigo de Heitor Scalambrini Costa

  Matriz Elétrica – Plano Nacional de Energia - 2030 (in cop15.gov.br)   [EcoDebate] A matéria publicada na Revista Caros Amigos (no 232/2016) intitulada “Sob o mito da energia limpa” da jornalista Lillian Primi foi a motivação dos comentários que faço a seguir. Falar em energia nos aproxima de temas correlatos como economia, meio ambiente, tecnologia, modelo de sociedade. Logo, difícil, ou quase impossível encontrar consensos nesta discussão. Todavia alguns pontos são inquestionáveis, e

A maior das crises da indústria petrolífera, artigo de Heitor Scalambrini Costa

[EcoDebate] Grandes companhias petrolíferas tem diante de si uma enorme crise em razão de uma conjuntura que combina a queda do preço do petróleo com excesso de oferta, o arrefecimento da economia chinesa – sendo a China o maior consumidor de petróleo – e o retorno do petróleo iraniano ao mercado. Além da pressão dos acionistas para que o setor se adapte a realidade da vulnerabilidade dos negócios em face das mudança

Mudanças climáticas versus interesses privados, artigo de Heitor Scalambrini Costa

    [EcoDebate] Contra fatos não existem argumentos, principalmente os falaciosos. Sem dúvida, hoje, os combustíveis fósseis, particularmente o petróleo (e seus derivados) é o principal responsável pelo aquecimento global, e as mudanças climáticas que estão ocorrendo no planeta. Os combustíveis fósseis são os maiores emissores dos gases de efeito estufa, que contribuem para o aquecimento da Terra. Em dezembro de 2015, depois de 18 anos de negociações, as 195 nações que integram

Energia eólica e os desafios socioambientais, artigo de Heitor Scalambrini Costa

    [EcoDebate] A partir de 2007, ano a ano, o crescimento da geração eólica no país chama a atenção. Se há nove anos a potencia instalada era de 667 MW, em 2015 chegou a 8.120 MW, ou seja, um aumento de 12 vezes. Verifica-se também que vários municípios brasileiros sofreram mudanças radicais com alterações bruscas em suas paisagens e no modo de vida de suas populações. Essas mudanças representam o início

Mudanças climáticas: hora de (re)agir, artigo de Heitor Scalambrini Costa

    [EcoDebate] O maior e mais completo estudo já realizado sobre impactos da mudança climática no Brasil foi divulgado no final de outubro. Trata-se do “Brasil 2040 – Alternativas de Adaptação às Mudanças Climáticas”, encomendado pela Secretaria de Estudos Estratégicos da Presidência da República a grupos de pesquisa do país. O trabalho buscou estudar e conhecer melhor como o clima poderá variar no Brasil nos próximos 25, 55 e 85 anos, de

A história se repete com o anúncio da termelétrica suja em Pernambuco, artigo de Heitor Scalambrini Costa

    [EcoDebate] Quatro anos se passaram desde o anúncio conjunto, em setembro de 2011, pelo governo de Pernambuco e pelo grupo Bertin (grupo paulista com atividades no segmento da agroindústria) da construção da “maior termoelétrica do mundo”. E a mais suja também. Com uma potência instalada de 1.438 megawatts (MW), consumindo óleo combustível, caso tivesse sido construída despejaria na atmosfera 20.000 toneladas diárias de CO2. Foi a pressão popular aliada e

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