Barcelona, epicentro da mudança, artigo de Esther Vivas

    [EcoDebate] Esse “sim, podemos” que durante meses ecoou nas praças e ruas após uma inesquecível Primavera Indignada de 2011 chega agora como um terramoto às instituições, algo inimaginável então. A vitória de Barcelona em Comum em Barcelona, com Ada Colau à frente, fez saltar pelos ares o tabuleiro político. Se durante muito tempo tivemos que ouvir tertulianos de diferente índole acusar o 15M de radical, anti sistema e “excêntrico”, dizendo que

TTIP, tirem as mãos da comida! artigo de Esther Vivas

    Uma ameaça paira sobre as políticas agroalimentares na Europa. Trata-se do Tratado de Livre Comércio entre os Estados Unidos e a União Europeia, mais conhecido como TTIP, a sua sigla em inglês, a longa sombra do agronegócio que se estende do campo ao prato. Como vampiros em busca de sangue, as multinacionais do setor esperam lucrar, e muito, com estas novas medidas de liberalização comercial. Mas o que é o TTIP?

Da luta de classes e das coisas de comer, artigo de Esther Vivas

    Ricos e pobres comem o mesmo? Nossa renda determina nossa despensa? Hoje, quem são os gordos? Apesar de frequentemente e em determinados setores se associar com desdém a aposta por uma alimentação saudável a coisa de "mauricinhos", "hippies" ou "maria vai com as outras", a realidade é muito distante desses comentários míopes. Nada mais revolucionário do que defender uma alimentação ecologicamente sustentável, local e camponesa. Se olharmos de perto para o

Os mitos do sistema alimentar, artigo de Esther Vivas

    Dizem-nos que o sistema agrícola e alimentar é o melhor dos possíveis. Um modelo altamente produtivo que permite dar de comer a todo o mundo, muito eficiente, que oferece uma grande variedade de alimentos, que facilita o trabalho aos agricultores e o melhor… que nunca antes tínhamos comido de uma maneira tão segura. A sério? No entanto, quando analisamos em detalhe, e com números na mão, a cada uma destas afirmações

Comércio justo no supermercado? artigo de Esther Vivas

    [EcoDebate] Apesar de “supermercado justo” ser um oximoro, onde o primeiro conceito anula o segundo e vice-versa, são numerosos os casos de grandes cadeias de distribuição que contam nas suas linhas com produtos certificados como justos e solidários. Alguns dos maiores supermercados a nível mundial, como Wal-Mart e Tesco, vendem alimentos de comércio justo e promovem marcas próprias, dotando-se de uma imagem responsável e equitativa. O mesmo fazem em Espanha

O poder dos supermercados, artigo de Esther Vivas

    [EcoDebate] A grande distribuição comercial (supermercados, hipermercados, cadeias de lojas…) teve nos últimos anos um forte processo de expansão, crescimento e concentração industrial. As principais empresas de venda a retalho passaram a fazer parte do ranking das maiores multinacionais do planeta e converteram-se num dos atores mais significativos do processo de globalização capitalista. O seu aparecimento e desenvolvimento mudou radicalmente os nossos hábitos de alimentação e consumo, subordinando estas necessidades básicas

Quem tem medo da agricultura ecológica? (II) artigo de Esther Vivas

    A agricultura ecológica despertou, nos últimos tempos, as mais variadas “iras”, sendo objeto de todos os tipos de calúnias. Seu êxito e múltiplos apoios foram proporcionais às críticas recebidas. No entanto, quem tem medo da agricultura ecológica? Por que tanto esforço em desautorizá-la? Todas estas perguntas foram formuladas em um artigo anterior, onde analisávamos as mentiras por trás de afirmações como “a agricultura ecológica não é mais saudável, nem melhor para

Quem tem medo da agricultura ecológica? (I) artigo de Esther Vivas

    A agricultura ecológica deixa alguns bem nervosos. É o que se constata, ultimamente, na multiplicação de artigos, entrevistas, livros que tem apenas o objetivo de desprestigiar seu trabalho, desinformar sobre sua prática e desacreditar seus princípios. Trata-se de discursos cheios de falsidades que, vestidos de uma suposta independência científica para se legitimar, contam-nos as “maldades” de um modelo de agricultura e alimentação que ganha progressivamente mais apoios. No entanto, por

Ganhar é possível, artigo de Esther Vivas

    [EcoDebate] O mundo constrói-se a partir do nosso imaginário, do que consideramos bom ou mau, possível ou impossível, inútil ou eficaz. Os limites do possível, dependem com frequência da nossa percepção, tendo em conta, evidentemente, as restrições e oportunidades do período. Eis aqui a chave da vitória ou da derrota. Ainda recordo num já longínquo ano 2000, quando vários ativistas sociais organizámos, no próprio dia das eleições gerais, a Consulta Social

Monsanto, a semente do diabo, artigo de Esther Vivas

    “A semente do diabo”, foi assim que o popular apresentador do canal norte-americano HBO Bill Maher batizou a multinacional Monsanto, num dos seus programas e em referência ao debate sobre os Organismos Geneticamente Modificados. Porquê? Trata-se de uma afirmação exagerada? Que esconde esta grande empresa da indústria das sementes? No passado domingo, celebrou-se a jornada global de luta contra a Monsanto. Milhares de pessoas em todo o planeta manifestaram-se contra

A agricultura camponesa e ecológica pode alimentar o mundo? artigo de Esther Vivas

    Calcula-se que a população mundial, em 2050, chegará aos 9,6 bilhões de habitantes, segundo um relatório das Nações Unidas. O que significa 2,4 bilhões a mais de bocas para alimentar. Diante destes números, existe um discurso oficial que afirma que para dar de comer para tantas pessoas é imprescindível produzir mais. No entanto, é necessário nos perguntarmos: Hoje, falta comida? Cultiva-se o bastante para toda a humanidade?Atualmente, no mundo, “são

Uma alimentação viciada em petróleo, artigo de Esther Vivas

    [EcoDebate] Comemos petróleo, ainda que não pareça. O atual modelo de produção, distribuição e consumo de alimentos é viciado em “ouro negro”. Sem petróleo, não poderíamos comer como o fazemos. Num cenário onde vai ser cada vez mais difícil extrair petróleo e este ficará mais caro, como nos vamos alimentar? A agricultura industrial tornou-nos dependentes do petróleo. Precisamos dele, desde o cultivo, à colheita, passando pela comercialização e até o consumo.

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